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A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DGRE) foi tema de mesa-redonda e debates no XXIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica desta sexta-feira (27). Os especialistas destacaram a importância de investigar a presença de refluxo gástrico para evitar complicações, sintomas e reoperações, principalmente nos casos em que a técnica escolhida é a gastrectomia vertical.
Segundo a cirurgiã, pesquisadora e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (ASMBS, na sigla em inglês) Marina Kurian, nos Estados Unidos, a categoria de cirurgia que está crescendo mais rapidamente é a revisional e, segundo ela, a principal razão é a conversão da gastrectomia vertical (sleeve) para o bypass gástrico e o motivo mais comum é a presença do refluxo.
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“Para pacientes terem o refluxo tão severos, que precisem de reoperação, é porque existe a Doença do Refluxo Gastroesofágico. Sabemos que reoperações têm um risco quatro vezes maior de complicações e mortalidade. Acho que isso nos leva a escolher com cuidado a técnica mais correta desde o início ou advertir aos pacientes sobre a possibilidade de existir o refluxo”, explica Marina. “Não estou dizendo que o sleeve é uma contraindicação, mas é quase lá. Pois sabemos que o refluxo vai piorar e pode ser que o paciente precise de uma reoperação”, afirma a cirurgiã.
As palestras tiveram participações de especialistas brasileiros e internacionais, incluindo Alvaro Ferraz, Caetano Marchesini, Fábio Viegas, Paulo Nassif, Gastón Moisa (Argentina), Marina Kurian (Estados Unidos), Philip Schauer (Estados Unidos) e Rui Ribeiro (Portugal).